novo logotipo CDSA Comissão Política Concelhia do CDS de Santa Maria da Feira não está surpreendida com a decisão da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira em abandonar o pólo de Espargo do Centro de Artes. Era um fim anunciado, previsto e aguardado por todos, exceptuando, claro está, o poder laranja. Aliás, no que diz respeito ao Centro de Artes, já é a quinta ou sexta ou sétima (…) decisão e solução apresentada publicamente. Desafiamos os feirenses a elaborarem uma pesquisa sobre o assunto desde a primeira notícia e confirmarão esta triste realidade.

As apresentações dos projectos anteriores foram espectaculares e mediáticas, com sessões solenes abrilhantadas por técnicos qualificados e pela nata política feirense que os definiam como baluartes do concelho, pioneiros, inovadores…

Nunca tal coisa tinha sido vista pelos feirenses… e até pelos portugueses, com, diziam, evidentes rasgos de genialidade!

O CDS Feira defendeu e continua a defender a solução do matadouro há muitos anos. Enquanto a Câmara, e o PSD, brincava aos projectos, o CDS apontou o matadouro municipal como o melhor caminho. E assenta a sua posição em vários argumentos, destacando três:

  • O matadouro é a solução mais barata, pois existe já um imóvel de base, podendo-se ainda proceder à requalificação por fases, conforme a necessidade e a disponibilidade financeira;
  • Resolve um problema de requalificação e utilização de um imóvel que está praticamente abandonado e sem uso, em estado avançado de degradação;
  • Centraliza esta actividade num centro urbano (é na cidade da feira mas poderia ser noutra freguesia), junto das pessoas e da “civilização” e não numa zona industrial, que serve precisamente para isso… para a indústria, ou comércio, porventura.

Paralelamente, o CDS alerta para duas outras discussões que nos parecem muito pertinentes. Em primeiro lugar, é fundamental definir a utilização do espaço numa lógica de mínimo custo para os promotores dos projectos, residentes ou convidados, pois assim não sendo, a adesão será fraca ou nula mesmo. Por outro lado, a Câmara Municipal tem de demonstrar publicamente a sustentabilidade da ideia, garantindo a sua operacionalidade no futuro.

Por fim e mediante toda esta trapalhada, o CDS deixa uma constatação e duas perguntas que serão óbvias.

Constatação: prova-se que a Cultura, grande moda no nosso concelho, andou entregue à sua sorte, em que a Vereadora de outra pasta fazia uns “biscates” neste pelouro… parece-nos que finalmente há alguém que “percebe efectivamente do assunto”…

Pergunta: O anterior executivo aprovou (com os votos favoráveis do PSD) a solução do polo de Espargo, estando Emídio Sousa nessa equipa. Este defende-se dizendo que não era presidente na altura da decisão. Mas se a solução era assim tão má como agora diz, porque não se mostrou contra a tal solução de Espargo? Porque não votou contra? Porque a apoiou?

Pergunta: Quanto já se gastou em Espargo, quem vai assumir esses custos e qual a solução futura para o espaço e obras entretanto realizadas?

Mais uma vez, esta câmara vive de fachada. Mais uma vez, um grande projecto apresentado (este várias vezes)! E mais uma vez, um projecto que, pior que ficar na gaveta – o que já era grave, começa mas morre ao nascer!

CDS-PP

Comissão Política Concelhia

Santa Maria da Feira