Mas não está surpreendido, pois são tantos os casos de abandono, embargos e reformulações de projectos camarários no nosso concelho que, correr tudo bem e conforme o programado, é que já é notícia.

Na última Assembleia Municipal, a 27 de Novembro, a Comissão Política Concelhia do CDS-PP, na voz do Deputado Municipal, Valter Amorim, solicitou esclarecimentos ao executivo camarário sobre o assunto, projecto este que foi apresentado com toda a pompa e circunstância, aquando do lançamento da primeira pedra.

O presidente da Câmara respondeu que o projecto estava a ser refeito e que as obras se iriam reiniciar durante o próximo ano.
A explicação foi claramente insuficiente e ambígua, pelo que os cidadãos feirenses, e em particular os de Mozelos, exigem esclarecimentos concretos.

Nesse sentido, o CDS tem algumas questões pertinentes e que necessitam de respostas, que pedimos claras e objectivas:
• Aquando do lançamento da primeira pedra, com toda a pompa e circunstância, estava já o projecto elaborado?
• Qual a razão do embargo da obra – foi só o Estudo de Impacte Ambiental?
• Quem é o responsável (ou responsáveis) técnico da Câmara por esta situação?
• A responsabilidade política – a que mais nos interessa – é imputada ao vereador do pelouro ou ao presidente da Câmara?
• Como foi possível avançar com uma obra não se tendo todos os pareceres técnicos necessários?
• É do domínio público que a empresa responsável pela construção da obra – vulgo empreiteiro – tem direito a uma indeminização. Se sim, qual o valor?
• Como vai ser pago esse montante e em que prazos?
• O projecto actual pode ser reformulado ou é necessário um novo?
• Já agora, quem foi a empresa que elaborou o projecto?
• Os financiamentos acertados para a obra mantêm-se ou sofrem alterações?
• O custo total da empreitada mantém-se?
• A empresa construtora será a mesma ou teremos um novo concurso público? Se sim, quanto tempo teremos de atraso?

Porque entendemos que o exercício do serviço público tem de estar acima de qualquer suspeita, porque defendemos a máxima transparência de processos e porque queremos a responsabilização de quem exerce cargos públicos, solicita o CDS de Santa Maria da Feira explicações para estas interrogações.